quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MAQUIAVEL, Um pouco de sua história

Falar em maquiavelismo quase todo mundo já ouviu falar. Nicolau Maquiavel, foi escritor, diplomata e um grande pensador político, nascido e falecido em Florença(Firenze), na Itália. Seu tempo por aqui não durou muito, 1469-1527). De origem  modesta, Maquiavel deixou um rastro considerável para o futuro, como escritor e grande pensador, além de grande negociador. Foi respeitado por todos quando desempenhou uma missão importantíssima junto a César Bórgia, quando da conquista da Romana.
Esteve preso em 1513, chegando mesmo a ser torturado. Foi liberto com ordens para se retirar e ir para a sua propriedade nos arredores de San Cassiano, na Toscana. Ficou também sabido que recebeu muitos favores dos Médici, por sua literatura no interesse do Estado. Foi figura proeminente nos anais republicanos, expulso logo após a também expulsão dos Médici, obrigando-o a regressar a Florença, onde adoeceu e morreu algum tempo depois.
A sua obra mais famosa, "O Príncipe", foi escrita entre 1513 e 1516, no entretanto, só foi publicada em 1532, postumamente. Nessa obra, deixa claramente o que se passava na mentalidade da época; a obra consistia em conselhos com ações intensas, autoritárias, mas sempre no interesse do Estado. Foi de grande importância para a política renascentista, sobretudo na constituição dos Estados Fortes, com o poder fragmentado, que caracterirou a idade média.
Um dos pontos importantes da obra, sem dúvida, é o que relata como evitar o desprezo e o ódio; deixando claro que o sentimento ódio, aparece no momento da perda de bens e honra;   o desprezo surge quando o príncipe é considerado volúvel, superficial, pulsilânime, indeciso e até efeminado, características que deveriam ser evitadas a qualquer maneira; a coragem, a força de vontade e a certeza de nunca voltar atrás de uma decisão tomada, eram atitudes consideradas boas e de qualidade; se refere também as ações junto aos nobres, que poderiam ser boas ou más, desde que fossem para agradar os fiéis, mesmo que por vezes, fossem ações corruptas. Realmente, foram exemplos raros de atitudes a serem tomadas, sempre visando a política interna e mesmo externa, mesmo tomadas quando da amizade ou na inimizade. Tratou do caráter de forma assombrosa, citando inclusive que o "melhor caráter" são os que pensavam no príncipe, sem se importar consigo mesmo.(coletado por Joe Gazio de Copyleft LCC Publicações Eletrônicas, visando manter viva as obras culturais do passado.

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