Sempre estou saudoso de alguma coisa, de algum lugar, das pessoas queridas que se foram, nos pseudo-amigos que mem chegaram ainda bem por isso, era outra mente e, o tempo vai passando e não consigo me distanciar do Paraiso Perdido, na certeza que todos nós o temos bem ao nosso lado; ao nosso alcance, mas o desconhecemos e o ignoramos. Será que é o Paraiso que almejamos e que desejamos, duvido muito.
A abordagem talvez até insana, vem num instante de grandes transformações da humanidade - catástrofes - clima, aquecimento global, Osama Bin Laden, George Busch, Hugo Chaves, Lula, George Cloney, Brad Bit, tsunames, terremotos e vai por ai afora - estamos todos estupefatos pelos últimos acontecimentos do nosso momento aqui na terra.
Volta ao título, objeto da narrativa, para lembrar de quando ainda criança - não chegara nem a adolescência, esperava no portão de casa, na Cirne Maia, a chegada do bonde que passava em frente e, que antes de chegar na sua parada habitual, com a marcha reduzida, descia o meu pai, chegando do trabalho, após mais um dia de jornada. Olhavámos sempre no carrilhão da sala, que dava a ar da sua graça a cada 15 minutos, e ficavamos atentos e na espectativa da sua chegada. Todas lá de casa - mamãe, meus avós, meus tios e tantos outros familiares, ali "esperávamos" com ansiedade por alguém, um ente querido, para que após o banho deles, sentássemos à mesa - juntos - para o jantar. Claro que não havia televisão, nem se discutia as fatalidades do dia, quase não existiam, tampouco era momento para conversas acirradas sobre futebol, violência e outras formas de se viver da época. Sinto muita saudade(palavra hoje quase inexistente), quando o mundo parecia menor, mais desejável e saboroso de se esperar o pai, o avô, o marido, o filho, enfim, todos os que nos fossem caros e que tínhamos amor e respeito. A família era outra. Tudo mudou e o pior, mudou sem dizer nada, sem aviso prévio ou pelo menos através de um toque mesmo que fosse sutil. Quantas Cirne Maias devem nos dias de hoje, fazer parte do passado e que carregam um fardo grande de boas lembranças e saudades.O nosso "paraiso" está "perdido", sem sabermos o que virá amanhã.É uma pena, que os meninos e meninas de hoje, nos seus video-games e computadores, nem tempo teem para lerem sobre o assunto - os amigos e na maioria dos casos, até os pais, são tão desconhecidos, os contatos só por telefone, internet e email. Nem cartas se escreve mais. Empobrecemos e estamos pagando um alto preço pelo progresso, inclusive, com o aniquilamento dos amigos e das famílias. As drogas chegaram também e hoje,fazem parte do cotidiano e cada dia mais fica difícil de ficarmos alheios a sua contaminação. O que posso dizer é que tenho muita saudade daqueles anos 50/60, quando a família tinha outro papel, onde havia mais respeito, amor, fraternidade e vontade de sorrir e o pior, temos a certeza que esses dias jamais voltarão. Me vêm a mente uma passagem bíblica, em Deuteronomio 28 que diz: "O Senhor te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo do coração. E Apalparás ao meio dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos; porém somente serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve. Desposar-te-ás com uma mulher, porém outro homem dormirá com ela, edificarás uma casa, porém não morarás nela, plantarás uma vinha, porém não logrará o seu fruto. O teu boi será morto aos teus olhos, porem dele não comerás; o teu jumento será roubado diante de ti, e não voltará." joe gazio/ajotage13/03/10
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Um comentário:
Me lembro quando menina, ia para o porão junto com nossa irmã,Marilda,e atirávamos areia nas pernas das pessoas que por ali passavam.Me lembro da casa da nossa tia Jurema que morava ao lado,e tinha um piano
que eu adorava dedilhar, não tocar, e do bonde tocando aquela sineta para avisar que estava chegando.Do meu bisavô colocando comida nas minhas panelinhas.Até hoje sinto o cheiro.
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