domingo, 15 de novembro de 2015
O VAI E VEM DOS DIAS (NO SÉCULO XXI)
Meu avô por parte da minha mãe não era um cara "chato", como dizem os jovens de hoje, quando se referem aos mais velhos, principalmente os avós - chamam-nos de tudo enquanto jovens - chato, ranzinza, etc. Esses adjetivos com o passar da vida e dos anos, mostram-nos o quanto perderam a oportunidade de aproveitar a vida, o presente, ao lado dessas pessoas, que só chegamos por aqui, graças a eles. Seguimos em frente, tocando o que queria dizer e falar a respeito do vaie vem dos dias, sem o qual muitos não poderiam se manifestar dessa forma. Esse meu avô por parte de minha mãe, chamava-se Pompeu dos Reis Freire - fez de tudo na vida, suas facetas sempre eram coroadas de muito deslumbramento por todos nós que o cercavámos, muitas das vezes atônitos por não acompanhar os acontecimentos, narrados pelo próprio e por outros da convivência dos que nos rodeavam. Ele, antes de mais nada era uma brilhante contador de história e, lembro-me de algumas, não de todas, mas de algumas.
Reconhecia no Mauá, uma pessoa que sempre lutou muito para crescer profissionalmente e nas riquezas. Uma certa tarde, lembro-me como se fosse hoje, embaixo de uma árvore, dizia que Irineu Evangelista de Souza, mais conhecido por Mauá, empresário e político brasileiro, construiu em 1854, a primeira ferrovia do Brasil, assim como Getulio Vargas, foi o pai das Leis Tabalhistas, que visava dar proteção maior aos trabalhadores. Voltando ao Mauá, essa estrada de ferro, que foi denomina Mauá, fazia o percurso do Rio de Janeiro a Raiz da Serra, já em Petropólis, depois de passar por "Pau Grande", terra de um dos maiores jogadores brasileiros, Carrincha.
As histórias que me contava, ainda permanecem na minha imaginação, mesmo depois de passar dezenas de anos. Nesse mesmo dia, além de Mauá, falou muito sobre Getúlio Vargas, dizia um "gaúcho baixinho,mas decidido" e, continuava dizendo das suas obras como a Usina Siderúrgica Nacional, montada lá em Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, onde os altos fornos, transformavam o minério bruto em lingotes entre outros, para uso da nossa indústria manufatureira, que depois do desenvolvimento dos ingleses, a era industrial veio com toda a força; abriu um parágrafo para voltar a se referir ao Mauá, que teve a visão dessa era graças ao aparecimento da "máquina a vapor", que muito contribuiu para o desenvolvimento industrial do mundo e, o Brasil, através de Mauá, estava presente.
Voltando a Getúlio Vargas, o homem que foi militar, ditador, Presidente do Brasil, foi também o grande criador da Petrobras, por acreditar, como Mauá, que para alcançarmos o progresso, precisaríamos de combustível e manufaturados - além do dinheiro, sem o que nada iria pra frente. Mauá foi também quem fundo o Banco do Brasil, dizia vovô - como poderíamos avançar, sem guardar o dinheiro em um lugar seguro e fazer com ele uma série de investimentos. Todos dizem hoje que vivemos dias complicados e um dos mais renomados jornalistas da Globo, William Waac, falou do momento esquizofrênico que vivemos - e o mais grave, vem atingindo a todos.
A intranquilidade no momento é mundial, as realidades do Al-Queada, Jihah e outros califados terroristas, agora, são uma realidade. O aparecimento do Estado Islâmico, nascido nos escombros do Iraque e a queda da Síria, vem tumultuando a vida de todos nós - agora mesmo, nesse dia 13 de novembro, uma sexta-feira 13, deveras de arrepiar o pensamento e os corações do que já haviam se esquecido que o "terrorismo" existe e, está presente em nossas vidas, queiramos ou não. Gente insatisfeita com as suas sorte, movidos por vingança, falta de amor, que pode ter começado no seio da própria família. Estamos entristecidos por tudo que vem acontecendo, muito embora, a HISTÓRIA, narrada e contada por Heródoto, mostra-nos que o mundo em que vivemos, salvo raríssimas exceções, que o mundo depois do episódio de Abel e Caim, com um dos irmãos matando o outra, que nunca saberemos as causas.
Tentamos levar a vida sem ficarmos traumatizados pelos acontecimentos, mas que eles fazem parte do nosso dia a dia, é uma realidade. Temos que imaginar que o "amor"ainda existe e que as pessoas se entendem e são felizes - muito embora, sibamos que os valores humanos estão mudados.
O Brasil agora com mais de 203 milhões de habitantes, as mulheres sendo 56% desse contingente populacional, muito maior que os homens, avançando muito rapidamente na quantidade, mas cada dia mais a qualidade das pessoas, estão longe da estabilidade, pois por mais que não se admita, vivemos diante de insegurança e da falta de entendimento entre as pessoas, que a cada instante, se afastam mais e mais da paz e da tranquilidade.
Sempre cito os meus descendentes, principalmente os meus avós, um deles, o Pompeu, dizia sempre, já naquela época: "o mundo cresce e crescem as necessidades e o desamor, vai reinar em todos os recantos do planeta - os homens não conseguem se entender e se harmonizar e, o vil metal estará sempre na frente de tudo"; vovô tinha razão. Cabe a todos nós que estamos ainda por aqui, pelo menos tentar viver de forma mais harmoniosa e normal, como estabece os nossos "emolumentos" de dignidade e paz!
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