Essa postagem não é trocadilho do fantástico livro do John Kenneth Galbraith, "A Era da Incerteza" publicado em 1980, pela Editora Pioneira, onde Galbraith faz um relato da história das ideias econômicas e suas consequências, cujos conceitos até hoje não desapareceram, muito pelo contrário, estão como nunca em evidência, embora saibamos que poucos estejam preocupados com a temática. Quando nos propomos a escrever sobre "A Incerteza da nossa era", nada tinha a ver com as considerações do grande mestre e ao mesmo tempo, tinha. Parece complicado, mas não o é! Veio-me à mente, uma passagem do "escudeiro heróico" cujo título era "Sir Nigel", de Sir Arthur Conan Doyle, publicado por "Edições Melhoramentos", conto que traz o fulgor das palavras por ocasião da tumultuosa Guerra dos Cem Anos, nos levando a viajar em um belo sonho como disse Conan Doyle, desde os bosques densos e verdejantes da velha Inglaterra, sob o céu brumoso do Canal da Mancha, até as pradarias do Sul da França e às costas pantanosas da Bretanha. Como fez a citação de "esplendoroso cenário", emoldurado de variedade de cores dos estandartes e o fulgor do aço das armas das valentes legiões, onde audaciosas aventuras e guerras, descortinadas aos olhos do leitor, que não tirava um minuto do que continha, com impressionante realismo. Cenas dramáticas de famosas batalhas travadas, impregnadas de sangue dos heróis tombados, rivalizando com o ar de puro amor poético e fino humor, fazendo com que o real e o fictício, sem a perda da verossimilhança, se fundam maravilhosamente nessa obra épica e fantástica. Personagens extravagantes. em cenários e situações as mais diversas possíveis, mescladas pelo autor, onde os fatos verdadeiros e fictícios, formando no conjunto a narrativa numa versão moderna e para os nossos dias, mas nunca se esquecendo que acontecera numa época cavalheiresca, mas medieval. Deixando de lado esse início, abordando o conto do intrépido Escudeiro Heróico, volto-me ao tema da postagem, agora, um pouco mais adiante da chamada "guerra fria", desenrolar de acontecimentos havidos, tendo como protagonistas duas grande potências mundiais - Os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, hoje simplesmente Rússia, que por diversas vezes, deixou o mundo "a flor da pele" pelas ações de parte a parte, numa disputa ferrenha pela supremacia mundial, sempre sem muita nitidez naquilo que realmente queriam dizer e manifestar, que ainda bem, hoje, faz parte do passado.
Podemos mesmo assim, dizer que as coisas terríveis que estão acontecendo em nossos dias, em algumas partes do nosso planeta, nosso mundo, tenho a certeza que devem-se ao fato de as práticas políticas e mesmo sociais, terem se separado do conteúdo espiritual. Uma separação quase que total, em especial no mundo comunista soviético, onde os governantes seguiam um credo materialista, negando a existência de leis morais, negando que os homens fossem seres espirituais, colocando o Estado como o centro de tudo, glorificando-o, sem nenhuma religião.
O quadro atual do mundo, apesar de outros valores, enseios e com a espiritualidade bem ameaçada e dividida, deixam-nos com as orelhas em posição de sentido, esperando sempre novidades, que podem acontecer a qualquer instante, de desentrosamento entre o Ocidente e o Oriente, com a inquietação permanente dos povos asiáticos. Vivemos nos perguntando diariamente quem tem a Licença à Imoralidade e qual seria o papel dos órgãos como por exemplo a ONU, em casos de turbulência exarcebada nos Continentes, tirando, por conseguinte, a tranquilidade das famílias e também das nações. Complicado, mas verdadeiro, que vem tirando o sono de muita gente, possibilitando a grande incerteza da nossa era.
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Um comentário:
Prezado Gazio, penso que o 'mito'Adão e Eva' na verdade encerra a descoberta do medo pelo homem. Daí em diante essa é sua referencia na busca da felicidade: ausência de medo... As guerras são mero pretexto para a 'segurança' dos povos, ou 'garantia' de ausência do medo. A dominação é o meio. A Bíblia é uma compilação de histórias de conquistas à força e essa caminhada muda apenas em relação aos equipamentos tecnológicos empregados nas lutas. O Galbraith explora os 'equipamento' econômico e isso faz todo o sentido uma vez que a posse da riqueza se traduz em poder ou, em outras palavras, dominação. Por isso a incerteza, por isso a Paz é uma quimera; por isso o próprio Jesus - símbolo ocidental de dedicação de uma vida em prol da Paz - acusava: 'não podeis servir a dois senhores (a Deus e ao dinheiro). A incerteza é o preço que pagamos enquanto miramos o poder. Infelizmente a solução é pessoal e - penso - somente a mudança em nossas convicções pode repercutir numa mudança maior, social. No tempo da juventude havia uma canção dos irmãos Vale (Paulo e Sérgio) em que diziam: 'falar de pobre morando de frente pro mar, não vai fazer ninguém melhorar'...
Mãos à obra! É nosso dever para com os que ficam
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