segunda-feira, 26 de julho de 2010

'M U T I L A D O S' (1)

Vez por outra volto ao passado, quando ainda criança e adentrando à adolescência, e fico imaginando para onde vamos - todos nós - que habitamos o Planeta Terra e dele tiramos tudo. Necessitamos desde o ar que respiramos, até a água que necessitamos para sobreviver. Aí começa a minha peregrinação pelas diversas etapas e conceitos da sobrevivência. Nesse momento, encontro uma total divergência no pensamento das pessoas. É muito difícil acreditar, mas não há entendimento entre os seres que aqui vivem e daqui tiram tudo para a sobrevivência. Nesses últimos cinquenta anos, o homem cresceu e se desenvolveu de maneira assustadora e irrequieta. Tem sido uma busca acelerada como nunca se viu. Grupos não se entendem - há encruzilhadas alarmantes, que põem em risco à sobrevivência da raça, podendo já nos dias de hoje, serem sentidas. Os homens se mutilam, mutilam suas vidas e a dos seus semelhantes, pela volúpia do crescimento e do querer cada dia mais. Não existem muros capazes de demarcar esses limites e fronteiras e temo pela invasão das demais nações do mundo - hoje, com demarcações visíveis e não palpáveis. A violação das fronteiras, que hoje existe numa escala pequena, tende a crescer e exacerbar-se, mutilando a cidadania, sem nenhuma alternativa e escolha. Ficaremos à mercê de pressões, quase sempre clandestinas, que cerram as portas para uns e legitimam outros, pelo interesse cultural e pela própria economia globalizada, que só tem olhos para os interesses de alguns grupos, criando, um contingente de desassistidos e levados à clandestinidade forçada. São os "mutilados" da vida; colocados à margem do progresso ou da sustentação de uma sociedade, cujos porões sombrios e insalubres, são obrigados a se sujeitar.(joe gazio)

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